Vinte anos de carreira não se resumem ao número de festas, músicas lançadas
@bruno_knauer
Vinte anos de carreira não se resumem ao número de festas, músicas lançadas ou quilômetros percorridos entre uma pista e outra. Para Bruno Knauer @bruno_knauer chegar a duas décadas como DJ e produtor significa olhar para tudo o que mudou e reconhecer o que ainda continua fazendo sentido.
A história começou em 2006, nas noites da Black Box, em Curitiba. Foi ali que ele se aproximou de uma forma de tocar em que o DJ não entregava tudo de uma vez. As músicas eram longas, os vocais ganhavam espaço e a pista acompanhava cada mudança.
“Existia uma troca muito forte entre o DJ e a pista. A música tinha tempo para contar uma história”, relembra.
O caminho, porém, não foi direto. Em 2015, Knauer ainda trabalhava em uma farmácia, enfrentava frustrações profissionais e acabava de sair de um relacionamento. A música existia, mas ainda não ocupava o centro de sua vida.
Foi quando decidiu mudar. Passou a frequentar eventos semanalmente, observar o comportamento do público e entender o que realmente fazia uma pista responder. Pouco depois, o remix de “Drip Drop”, de Epiphony, ultrapassou 350 mil reproduções no SoundCloud e projetou seu nome no Brasil e no exterior.
O sucesso não ficou isolado. Vieram faixas como “Au Revoir Bitch”, “Strong & Fierce”, “At Least” e “I Am Free”, além de trabalhos ligados a Black Eyed Peas, Luísa Sonza, Melim, Deborah Blando e Wanessa Camargo.
Também houve ansiedade, crises de pânico e momentos em que a intensidade da carreira cobrou caro. Knauer não esconde essa parte da história.
“Por mais apaixonante que seja a música, ela também é uma profissão. É preciso cuidar da saúde, manter disciplina e estar presente em todas as áreas da vida”, afirma.
Aos 20 anos de carreira, ele não quer ser lembrado apenas pela longevidade. Seu lema, “The Memory Maker”, resume melhor a marca que pretende deixar. “Quando uma pessoa lembra de uma fase importante da vida por causa de uma música minha, sinto que meu trabalho cumpriu seu propósito.”
Duas décadas depois, Bruno Knauer segue fazendo o que o levou até aqui: transformando música em memória.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
Ver post original no Instagram →