CIRCUITO TRIBAL HOUSE
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Um estudo realizado pelo Circuito Tribal House mostra que 54% dos participantes associam

Um estudo realizado pelo Circuito Tribal House mostra que 54% dos participantes associam

Um estudo realizado pelo Circuito Tribal House mostra que 54% dos participantes associam o tribal house à colocação. Foram 450 respostas dentro de uma amostra de 834 pessoas. O dado confirma que essa percepção existe dentro da própria pista, mas não prova que o consumo de substâncias seja exclusivo dessa cena.

O problema começa quando essa associação é repetida como se o tribal house tivesse inventado ou concentrado sozinho esse comportamento. Uma prática presente em diferentes ambientes de entretenimento musical acaba tratada como marca registrada de um único gênero.

Não é preciso fingir que a colocação não existe. Ela existe, influencia comportamentos e precisa ser discutida com responsabilidade. Mas também está presente em festivais eletrônicos, shows de pop, funk, rock e sertanejo, raves, festas universitárias e outros espaços noturnos. Mudam as substâncias, os códigos e a estética. O fenômeno continua atravessando diferentes públicos.

“A pesquisa não serve para esconder o que acontece na pista. Mas também não pode ser usada para alimentar um estigma. Quando a colocação é tratada como exclusividade do tribal house, deixa de existir análise e sobra preconceito contra a cena e contra quem a frequenta”, afirma Marcus Andrade, responsável pelo estudo.

Os 54% mostram que a associação é forte. O erro é transformar essa percepção em definição. O tribal house precisa discutir seus excessos, mas não aceitar que um comportamento presente em toda a noite seja usado para reduzir sua cultura, sua música e seu público.

O estudo do Circuito Tribal House foi realizado entre os dias 1º e 10 de julho, ouviu 834 pessoas e permitiu múltiplas respostas.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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