Um estudo realizado pelo Circuito Tribal House mostra que 43,8% dos participantes
Um estudo realizado pelo Circuito Tribal House mostra que 43,8% dos participantes associam o gênero a corpo e estética. Foram 365 respostas dentro de uma amostra de 834 pessoas. O número confirma que a imagem tem peso na cena, mas também derruba a ideia de que o tribal house existe apenas para exibir músculos, roupas, beleza e padrões físicos.
A estética faz parte da construção desse universo. Está nos corpos, nos figurinos, na iluminação, nas campanhas e na forma como as festas se apresentam nas redes sociais. Negar isso seria ignorar uma característica visível da própria cena. O erro está em transformar essa presença em explicação para tudo.
Se corpo e estética realmente fossem a essência do tribal house, apareceriam no topo das associações. Não aparecem. A música foi citada por 91,7% do público. Amizades, pista intensa e liberdade também ficaram acima dos 60%. Isso mostra que a imagem chama atenção, mas é o som, a experiência e o pertencimento que sustentam a relação com a pista.
Também é preciso discutir o impacto dessa estética. Quando apenas um tipo de corpo recebe destaque, muita gente passa a acreditar que precisa emagrecer, ganhar músculos ou se encaixar em determinado padrão para pertencer. A pista que celebra liberdade não pode reproduzir do lado de dentro a mesma cobrança que tanta gente enfrenta fora dela.
O estudo do Circuito Tribal House foi realizado entre os dias 1º e 10 de julho, ouviu 834 pessoas e permitiu múltiplas respostas.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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