Para o DJ Marquinhos @marquinhos_musique a música eletrônica não deve ser uma vitrine
@marquinhos_musique
Para o DJ Marquinhos @marquinhos_musique a música eletrônica não deve ser uma vitrine fechada, mas um território em constante expansão. Em um cenário ainda marcado por repetições e poucos espaços para renovação, ele defende abertamente a abertura de portas para novos talentos. “Se fosse um contratante, eu estaria sempre aberto a artistas novos. A oportunidade me foi dada e eu gostaria de ver outras pessoas recebendo essa mesma chance. Existe muito talento escondido que a gente simplesmente não vê”, afirma.
Definir sua própria sonoridade não é simples e isso não é um problema. Marquinhos se vê como um artista em trânsito permanente entre estilos. “É difícil me definir porque eu consigo ir do tech house ao melodic techno, trazer um vocal pop, funk ou música popular brasileira. Tudo isso faz parte de uma história”, explica. Para ele, o set não é apenas uma sequência de faixas, mas uma narrativa construída a partir do momento, do espaço e da energia da pista.
Essa liberdade criativa permite variações constantes. “Posso tocar melodic com voz de diva ou puxar para o funk, vai depender da situação, da época do ano, do lugar. Não tenho problema nenhum em me diversificar, porque essa é a minha arte”, diz. Marquinhos entende a música como ferramenta de comunicação e vê na diversidade cultural um valor central do seu trabalho.
A estética acompanha essa lógica. Personagens, referências e figurinos surgem como parte da brincadeira artística, sempre com seriedade no trabalho, mas sem rigidez na forma. “Tem noite que eu subo como ânima, tem noite que me chamam de Pedro Sampaio da Choppy, e tem noite que eu subo como Cazuza. Já subi até de faraó”, conta, rindo. Para ele, a arte também é saber brincar sem perder o propósito.
No palco, a resposta do público é o momento decisivo. “Quando vejo as pessoas captando a mensagem e estamos todos na mesma frequência, é o ápice. É quando eu olho para o céu e penso: é isso que eu nasci para fazer”, afirma. Seu objetivo é claro: “Sempre trazer luz através da música, alegria e uma frequência de alta vibração”.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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