Para Alisson Vittor @djalissonvittor tocar não é apenas selecionar faixas, é provocar sentimentos
@djalissonvittor
Para Alisson Vittor @djalissonvittor tocar não é apenas selecionar faixas, é provocar sentimentos. Sua relação com a música nasce da emoção e da memória afetiva, especialmente daquela faixa que arrepia e fecha um set com sentido. “Eu sempre gostei muito de tribal com emoção, aquele vocal mais antigo que te traz boas memórias”, explica. Ao criar seus mashups, o foco não é tendência, mas impacto real: “Nem sempre é sobre tocar o que está em alta. Se pelo menos uma pessoa entendeu a mensagem e se emocionou, a sensação é de dever cumprido”.
Essa postura também molda sua visão crítica sobre a cena. Para Alisson, um dos maiores desafios atuais vai além da técnica ou da visibilidade. “O maior desafio é lidar com comentários depreciativos nas redes sociais e grupos de WhatsApp”, afirma. Ele defende o dissenso saudável, mas alerta para os limites: “Não gostar do som de um DJ é normal. O problema começa quando isso vira ataque pessoal, fofoca ou desrespeito. Isso não acrescenta em nada e só enfraquece a cena”.
Olhando para 2026, o DJ aposta em amadurecimento artístico e novos passos autorais. “Estou aperfeiçoando meus estudos de produção musical”, conta. Depois dos mashups, o plano é avançar para remixes originais e projetos colaborativos. “Tenho um novo projeto em andamento com outros artistas, previsto para maio ou junho. Ainda é segredo, mas vem coisa boa por aí”.
Ao revisitar o início da trajetória, Alisson reconhece a importância da rede de apoio e da autoconfiança. “Em poucos meses passei por palcos incríveis que eu nunca imaginei”, diz. Seu conselho é direto: “Confie mais em você, corra atrás dos seus sonhos e confie no processo. E não tenha medo de pedir ajuda para quem tem mais experiência”.
Para saber mais sobre o artista: Alisson Vittor é natural de Joinville (SC) e reside em São Paulo desde 2021. Médico por formação, encontrou na música um caminho de elaboração do luto após viver, ao lado do irmão, a força transformadora de um grande show. Iniciou os estudos de mixagem em 2024, aprofundou-se em produção e estreou como DJ em junho de 2025, levando para a pista uma proposta guiada por emoção, respeito e identidade.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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