No tribal house a identidade é tudo, sair da própria zona de conforto pode ser arriscado
@djlukasandrade
No tribal house a identidade é tudo, sair da própria zona de conforto pode ser arriscado. Mas foi exatamente isso que o DJ Lukas Andrade @djlukasandrade fez ao lançar seu mais recente set, gravado após a Jungle Fresh de Carnaval. O resultado foi imediato. Um set que viralizou organicamente e passou a ser pedido pelo público antes mesmo de ser publicado.
A força do trabalho está justamente na quebra de padrão. Conhecido por uma sonoridade mais elegante, com foco em vocais, circuit e progressive, Lukas decidiu abrir o leque e experimentar novas camadas dentro da pista. O set ganhou mais peso, trouxe vocais nacionais e incorporou elementos que normalmente não fazem parte do seu repertório principal. Mesmo assim, sem perder a essência. “Eu gravei ele sem deixar a minha sonoridade de lado. Tem aquele som mais fino, elegante, os vocais clássicos que eu amo tocar, mas também tem diferenciais que usei no Carnaval”, explica.
Entre os momentos que mais se destacam, a intro já entrega impacto ao trazer uma referência forte de Offer Nissim, nome que carrega peso imediato na pista. Outro ponto alto é um mashup com Pedro Sampaio, construído sobre uma base de John W, criado inicialmente para o Carnaval e que rapidamente se provou eficiente em diferentes festas. “Foi uma música que deu um resultado muito satisfatório na pista, a ponto de eu repetir em outras apresentações.”
O fechamento também não passa despercebido. Um clássico de Deborah Cox encerra o set reforçando a conexão emocional com o público, elemento que sempre esteve no centro da identidade do artista.
O sucesso do set também revela um ponto importante sobre a construção de pista. Para Lukas, não existe fórmula pronta. Existe leitura. “Quando eu toco, levo muitas músicas e vou sentindo a pista. Meu objetivo é ver a galera feliz. Quando isso acontece, eu sei que acertei.”
O set, disponível no SoundCloud, é mais do que um registro de uma festa. É a prova de que, na música eletrônica, evoluir não significa abandonar a identidade, mas saber expandi-la no momento certo.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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