No chemsex, a mistura entre poppers e medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra
No chemsex, a mistura entre poppers e medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra, tem acendido um alerta importante entre profissionais de saúde. Embora ambos sejam usados com a intenção de potencializar o desempenho e o prazer, a combinação pode provocar uma queda abrupta da pressão arterial e é aí que mora o perigo.
Os poppers são substâncias inaladas que promovem relaxamento muscular e vasodilatação quase imediata. Já o Viagra atua aumentando o fluxo sanguíneo por meio da dilatação dos vasos. Quando usados juntos, o efeito pode ser potencializado de forma perigosa, resultando em hipotensão grave, desmaios, taquicardia, falta de ar e, em casos extremos, infarto ou AVC.
A chamada “overdose” nesse contexto nem sempre se apresenta como uma parada súbita, mas pode começar com sinais como tontura intensa, visão turva, náusea, dor de cabeça forte, suor frio e sensação de desmaio. Se a pressão cai de forma acentuada, há risco de perda de consciência e complicações cardiovasculares. Em ambientes de festa ou durante o sexo, esses sinais podem ser ignorados ou confundidos com exaustão.
Outro ponto crítico é que o uso de poppers pode alterar a percepção de risco, reduzindo a capacidade de avaliar limites físicos e situações de vulnerabilidade. Além disso, embora não causem dependência química, podem gerar dependência psicológica, tornando-se um “acessório obrigatório” para a vivência sexual.
Redução de danos é fundamental: evitar misturar substâncias, não associar poppers a medicamentos vasodilatadores, manter-se hidratado, alimentar-se adequadamente e estar em ambientes seguros são medidas básicas. Em caso de desmaio, dor no peito, dificuldade respiratória ou suspeita de intoxicação, é essencial procurar atendimento médico imediato.
Informação salva vidas. Prazer e cuidado precisam caminhar juntos.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
Ver post original no Instagram →