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Na cena tribal house, o line-up manda na decisão

Na cena tribal house, o line-up manda na decisão

Na cena tribal house, o line-up manda na decisão. Pesquisa inédita do Circuito Tribal House, realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 834 participantes, mostra que 69,4% consideram os DJs e as atrações anunciadas um dos fatores que mais pesam na compra do ingresso.

O número derruba a ideia de que basta ter uma marca conhecida, uma boa campanha ou uma estrutura bonita. Tudo isso ajuda, mas o público continua olhando primeiro para quem vai assumir a cabine. Quando o line-up parece mal pensado e sem identidade, a festa perde força antes mesmo de abrir as portas.

Para quem vive a cena há anos, não basta juntar nomes conhecidos em uma arte. O público quer entender o que aquela escalação entrega. Quer saber se existe coerência entre os artistas, se a noite terá uma narrativa e se a proposta musical vale o deslocamento, o ingresso e as horas de pista.

“O line-up não pode ser tratado apenas como uma lista de DJs. Ele é a promessa musical e a intensão de sonoridade da festa. Quando essa promessa não convence, toda a comunicação fica mais difícil, e por esta razão, muitos produtores apostam em fórmulas prontas: os mesmos DJs já testados e validados pela pista”, afirma Marcus Andrade, responsável pela pesquisa.

Por outro lado a pesquisa provoca uma reflexão: Repetir sempre os mesmos nomes pode funcionar no curto prazo, mas desgasta a experiência. Ao mesmo tempo, apostar apenas em novidade sem construir confiança também pode afastar o público. A força está no equilíbrio entre artistas consolidados, novas apostas e uma curadoria que faça sentido.

No fim, quase sete em cada dez participantes deixam um recado simples: antes de comprar a festa, querem saber quem vai fazer a pista valer a pena.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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