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Na cena tribal house, comprar ingresso não é uma decisão individual para boa parte do público

Na cena tribal house, comprar ingresso não é uma decisão individual para boa parte do público

Na cena tribal house, comprar ingresso não é uma decisão individual para boa parte do público. Pesquisa inédita do Circuito Tribal House, realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 834 participantes, mostra que 56,4% consideram os amigos que irão ao evento um dos fatores que mais pesam na escolha da festa.

O dado confirma uma dinâmica conhecida por quem vive a noite. Antes de olhar com atenção para atrações, horários ou estrutura, muita gente quer saber quem vai. Quando o grupo anima, a compra avança. Quando ninguém confirma, o ingresso pode ficar no carrinho até perder o sentido.

Isso faz de cada comprador o início de uma possível sequência de vendas. Um ingresso dificilmente representa apenas uma pessoa. Pode puxar dois, quatro ou dez amigos. Da mesma forma, uma única desistência pode desmontar o plano de uma turma inteira.

“Na prática, a primeira pergunta muitas vezes não é quanto custa ou que horas começa. É quem vai. A festa começa no grupo de WhatsApp, muito antes de começar na pista”, afirma Marcus Andrade, responsável pela pesquisa.

Para os produtores, o recado é direto. Não basta anunciar o DJ e esperar que o público apareça sozinho. É preciso criar assunto, estimular marcações, facilitar o compartilhamento e dar tempo para que os grupos se organizem. A comunicação precisa chegar à roda de amigos, não apenas ao indivíduo.

No fim, mais da metade do público deixa uma coisa clara: muita gente até quer ir, mas só compra quando a turma confirma.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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