Filmar mais do que observar, ignorar a reação do público e tentar prejudicar quem toca depois
@djfelipelira
Filmar mais do que observar, ignorar a reação do público e tentar prejudicar quem toca depois. Para Felipe Lira @djfelipelira esses são alguns dos sinais de que o DJ deixou a pista em segundo plano para alimentar o próprio ego.
O primeiro aparece quando a cabine vira estúdio de conteúdo. O DJ passa o set reagindo para a câmera, gravando vídeos e tentando mostrar que está comandando a festa. Enquanto isso, esquece de fazer o básico: olhar para quem está dançando e entender o que funciona.
O segundo é a dificuldade de aceitar uma escolha ruim. A música não bate, o público não responde, mas ele insiste. Tenta puxar uma reação na marra e prolonga o constrangimento porque não admite que errou.
O terceiro sinal, segundo Lira, é ainda pior. O DJ encerra o set torcendo para que o próximo fracasse. Entrega o CDJ no último minuto, não avisa quando a faixa termina e omite informações dos canais.
“Você precisa que o outro seja ruim para você parecer bom”, critica.
Outro erro é confundir pista cheia com pista dominada. Entrar no auge da festa não significa que todas aquelas pessoas estão ali por causa daquele DJ. A resposta aparece ao longo do set. Uma pista recebida lotada também pode ser esvaziada rapidamente.
Por último, Lira cita o DJ que toca todos os hits nos primeiros minutos, sem considerar o horário, o andamento da noite ou quem ainda vai se apresentar. Em alguns casos, chega a tocar faixas produzidas pelo artista seguinte.
Para ele, isso não demonstra repertório. Expõe falta de conteúdo, leitura e respeito.
“Ego todo DJ tem. O problema é quando ele sobe à cabeça e faz você brigar para ser o protagonista da noite, esquecendo que naquela hora o protagonista é a pista.”
Qual desses comportamentos você mais encontra nas pistas?
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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