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Empreender na cena tribal house no Brasil raramente segue um roteiro previsível

@caioinf

Empreender na cena tribal house no Brasil raramente segue um roteiro previsível

Empreender na cena tribal house no Brasil raramente segue um roteiro previsível. No caso de Caio Marques @caioinf produtor da Listen, tudo começou em 2021, quando o interesse pelo gênero deixou de ser apenas curiosidade e passou a virar ação. Em 2022, veio a primeira produção, em Campinas, quase por acaso — impulsionada por amizades, intuição e uma necessidade clara de reconstrução.

Na época, a boate Base enfrentava dificuldades. Sem experiência prévia em produção cultural, Caio assumiu o desafio apoiado apenas em seu background corporativo em marketing e administração. “Não tinha conhecimento sobre produção, mas tínhamos ideias”, resume. A recuperação da casa passou por uma decisão estratégica: crescer sozinho seria inviável, tanto financeiramente quanto em imagem.

A solução foi abrir espaço para outros selos. A Guapo foi a primeira, seguida por Joy e outras marcas, criando um intercâmbio que trouxe aprendizado, público e maturidade. O movimento pavimentou o caminho para São Paulo, onde Caio apresentou a Listen a Jamil Pessoa, dando início ao projeto no Prince Tower.

A Listen nasceu de uma inquietação: colocar música e DJ em primeiro plano. Em meio a festas excessivamente temáticas e line-ups desconexos, Caio apostou em coerência sonora e experiência bem pensada — algo que, mesmo com orçamento limitado, gerou retorno de público e credibilidade.

A partir daí, vieram outros projetos marcantes em sua carreira: o primeiro B2B de Anne e Fran, a Intense de Lili no Komplexo, a Dolce idealizada por Luana Andrade, a Maximize no aniversário de Má Rodrigues — todas ganhando força e até tours nacionais e internacionais.

Mesmo sem equipe fixa, Caio planeja tudo: marketing, artístico, visual, palco e fluxo do espaço. “Se fosse pelo lucro, pelo estresse do backstage e do mercado, eu já teria parado”, confessa. O combustível segue sendo outro: ver o público feliz, os relatos positivos e os sorrisos captados após a noite.

Para ele, produzir no tribal exige mais do que estratégia. “Tem que ter amor — misturado com uma loucura extra.” E talvez seja justamente isso que mantém a cena viva.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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