CIRCUITO TRIBAL HOUSE
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Em uma cena dominada pela repetição e pela falta de originalidade, o produtor André

@andrealmada

Em uma cena dominada pela repetição e pela falta de originalidade, o produtor André

Em uma cena dominada pela repetição e pela falta de originalidade, o produtor André Almada @andrealmada surge como uma voz que desafia o óbvio. Com mais de duas décadas moldando a noite brasileira, ele defende que produzir eventos vai muito além de executar um roteiro previsível.

Natural de Birigui e há 37 anos em São Paulo, Almada construiu uma trajetória que acompanha a própria evolução da cena eletrônica no Brasil. “Minha relação com a música e com a pista começou em 2001, no Ultralounge. Foi ali que nasceu a JetLounge, que abriu caminhos e definiu minha trajetória”, afirma. Da experiência surgiram projetos que marcaram época, como a festa Toy e, posteriormente, a icônica The Week, referência na cena LGBTQIA+.

Hoje à frente do HIGH Club, em São Paulo, e da The Home, no Rio, Almada mantém o foco no que considera essencial. “Produzir de verdade é construir uma narrativa. Pensar começo, meio e fim. Hoje vemos muito copiar e colar do que já deu certo. Funciona, mas dificilmente marca”, diz.

Para ele, o verdadeiro sucesso não está apenas na execução técnica, mas na conexão emocional. “O que mais me realiza é quando o resultado chega nas pessoas. Quando você olha pra pista e percebe uma conexão real, entende que não foi só mais uma produção”.

Na cena tribal house, o desafio é ainda mais evidente. Com uma base fiel, mas cada vez mais pressionada pela alta oferta de eventos, o produtor aponta um problema central: relevância. “O desafio hoje é como se manter relevante ao longo do tempo. Isso passa por equilíbrio, curadoria e contexto”.

Almada também defende a renovação como fator vital. “A cena precisa de novos nomes e novas leituras. Isso não diminui quem já construiu sua trajetória, fortalece o todo”.

Em meio a tendências passageiras, sua visão é clara. Sem identidade, não há legado. E sem conexão, não há pista que resista.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

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