CIRCUITO TRIBAL HOUSE
← Todas as matérias
Pauta

Em 2025, enquanto a cena tribal house enfrentou debates internos e transformações

@andrealmada

Em 2025, enquanto a cena tribal house enfrentou debates internos e transformações

Em 2025, enquanto a cena tribal house enfrentou debates internos e transformações culturais, André Almada @andrealmada se destacou como uma das vozes mais ativas e provocativas do segmento. Produtor da High Club e com mais de 170 mil seguidores no Instagram, ele usou sua visibilidade não apenas para promover eventos, mas para abrir discussões relevantes sobre a música, a comunidade LGBTQIAPN+ e os comportamentos que atravessam a pista.

Ao longo do ano, Almada abordou temas sensíveis e muitas vezes evitados, como o estigma em torno do HIV, a banalização da saúde mental, a chamada “lavagem cerebral do bem-estar”, os critérios de relevância dentro do tribal house, o debate sobre o enfraquecimento da sigla LGBTQIAPN+ e o embate entre veteranos e novos DJs. Em comum, todas essas pautas carregam a intenção de provocar reflexão e deslocar o público da zona de conforto.

Um de seus vídeos mais assistidos em 2025 foi o que tratou da renovação na cena tribal house. Nele, André expõe um incômodo compartilhado por muitos artistas e profissionais do meio. “Mesmo com todas as transformações de sonoridade e linguagem, ainda é nítido o quanto a renovação de artistas segue a passos lentos. A gente vê os mesmos nomes ocupando os melhores horários com os maiores holofotes, enquanto talentos incríveis seguem à margem, esperando por uma chance que muitas vezes nunca chega. E não é por falta de qualidade, é por falta de espaço”, afirma.

Ele também aponta estruturas de poder que dificultam essa renovação. “Quem deveria ser ponte, muitas vezes vira barreira. Algumas dessas pessoas controlam agenciamento, produção das festas, line-ups e investimentos em mídia. E sim, o favoritismo existe inclusive dentro das próprias agências. Alguns são impulsionados, outros ignorados. E o critério nem sempre é a música”, completa.

Ao trazer esses debates para o centro da conversa, André Almada reafirma um papel que vai além do entretenimento. Em um cenário que muitas vezes confunde sucesso com silêncio, sua atuação mostra que a cena tribal house também pode — e deve — ser espaço de crítica, consciência e evolução coletiva.

Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.

Ver post original no Instagram →

Continue na cena