A pista muda, o público muda, as tendências mudam
@djlobinha
A pista muda, o público muda, as tendências mudam. Mas nem todo artista acompanha esse movimento abrindo mão da própria essência. Para DJ Lobinha @djlobinha nome consolidado da cena eletrônica brasileira, autenticidade não é estratégia, é compromisso.
Antes de se tornar referência nas pistas LGBTQIAPN+, sua trajetória começou em outro ambiente. “Muitos não sabem, mas comecei tocando na cena hétero, com sonoridade voltada para o house raiz. Quando tenho oportunidade de tocar esse som hoje, me emociono. É uma reconexão com a minha essência”, afirma.
A virada veio anos depois, quando passou a ser convidada para tocar em boates GLS, como eram chamadas na época. Foi ali que encontrou o tribal house, estilo que definiria sua identidade artística. “Sempre fui cativada por sonoridades mais harmônicas, pesadas de um jeito bom. Eu sou cria do Euro Dance. Gosto de música que vem do coração.”
Mas em um mercado guiado por modismos e pressão por adaptação, sustentar uma identidade própria não é simples. Para a artista, esse é o verdadeiro teste da profissão. “Ser DJ já é um desafio constante. A gente precisa se reinventar o tempo todo. Mas o mais importante é manter a mente aberta pro novo sem perder quem você é.”
Com 25 anos de estrada e experiências em diferentes estados e momentos da cena, Lobinha transforma sua permanência em discurso. “Nunca deixei de tocar o que acredito. Isso não é só um desafio, é resistência.”
Mais do que acompanhar a pista, DJ Lobinha escolheu construir a própria narrativa dentro dela. Em tempos de fórmulas prontas, sua trajetória reforça que autenticidade ainda é o som mais potente.
Publicado originalmente no Instagram da Circuito Tribal House.
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